Roteiro de 3 dias no Chile

O Chile é um país que usufrui de bons indicadores sociais, é um dos países mais prósperos da América Latina e provavelmente o mais próspero da América do Sul. Por ser um país extenso, tem paisagens diversas capazes de agradar a todos os gostos. Numa mesma viagem conheci neve e “fui a praia”. Conhecê-lo era um sonho que carregava fazia tempo, mas quando a passagem tava barata faltava tempo e quando o tempo sobrava a passagem tava cara. Nesse post vou contar de uma maneira bem geral e superficial sobre os 3 dias no Chile. Nos próximos posts me aprofundo nas resenhas.

Voo

O voo foi o mais barato que pude encontrar para época de inverno. Era um voo que não aparecia nesses sites que buscam de voos, eu só encontrei ele no site da companhia aérea. Era o único voo direto daqui pra lá e o mais barato (beleza que foi de madruga num horário horrível). Mais de uma pessoa já me disse que passou por isso também – só encontrou o voo no site da própria empresa. Então a dica é: não deixe de buscar voos no próprio site das companhias aéreas.

Hospedagem

Me hospedei no Ibis Providencia que adivinhe só: fica no bairro de Providência. A localização é boa. Tem bastante comércio em volta, tem uma estação de metrô bem pertinho e ele oferece nada mais nem nada menos do que esperamos de um Ibis. Ah e ele tinha aquecedor (algo com o quê eu estava preocupada)

A essa altura do campeonato vocês já devem saber que não gosto de me hospedar no ceeentro, centro mesmo de uma cidade, gosto de estar perto dele, mas não nele unica e exclusivamente porque o centro de 99,9% das cidades do mundo morre a noite.

Primeira dica sobre hospedagem é pague em dólares com cartão de crédito. Pois então, assim como no Uruguai, o Chile também te isenta de pagar o IVA (imposto ao valor agregado) só que é sobre a hospedagem em hotéis cadastrados pagos em moeda forte (tipo dólar). O desconto é de 19%, ou seja, paga o nosso IOF e ainda sobra. Sugiro que você se informe com o hotel. Eu só soube disso quando já estava cansada de estar com  a estadia reservada, perguntei na hora do check-in, o funcionário confirmou que o hotel era cadastrado e só pediu para tirar cópia do meu passaporte para me dar o tal abatimento.

Roteiro

Meu roteiro de inverno era: Santiago + Neve
Meu roteiro de verão era: Santiago + Viña del mar + Valparaíso + Vinícola

Faz um mix disso aí e você tem a viagem que eu fiz:  Santiago + Neve + Viña del Mar + Valparaíso + Vinícola

Louco né? Super intenso. Foi um viagem bastante cansativa. Todos os dias da viagem eu fiquei desejando ter só um diazinho a mais, então eu diria que 3 dias pro Chile é pouco. Eu diria que 4 é o mínimo ideal.

Como eu planejei a viagem:
Dia 1: Santiago + vinícola
Dia 2: Neve
Dia 3: Valparaíso + Viña del Mar

Deu certo? Não!

No primeiro dia eu não tinha NENHUM peso chileno porque tomei a decisão de não trocar dinheiro no aeroporto. Meu transfer do aeroporto para o hotel, de madrugada, foi pago através de cartão de crédito, que inclusive foi feito pela empresa Transvip (que se eu tivesse reservado antecipado pela internet, teria ganho desconto). A empresa tem opções de táxi e van compartilhada.

Mas eu não pensei numa coisa: que no dia seguinte eu não ia ter dinheiro nem para pagar o metrô para poder fazer o câmbio. Só pensei nisso quando acordei lá. Então trocar dinheiro levou mais tempo do que eu havia previsto, boa parte das cotações estavam bem ruins e com isso não consegui fazer tudo o que queria em Santiago no primeiro dia.

Como ficou no final:
Dia 1: Meia Santiago + vinícola
Dia 2: Neve
Dia 3: 1/3 de Santiago + bate e volta a Valparaíso e Viña del Mar

Ué? 1/3? Sim! Com essa confusão acabou que excluí coisas do meu roteiro inicial. Viajar com grana e tempo limitados requer flexibilidade, capacidade de reorganização, paciência e priorização.

Eu poderia ter ficado mais em Santigo, mas isso significaria ficar menos no bate e volta. Eu não queria arriscar minha ida pra Valpo e Viña só pra ver mais de Santiago (que eu nem gostei tanto assim). Então encurtei meu roteiro em Santiago e fui pro litoral.

Aqui vai o mapa que eu construí para essa viagem:

Se preferir acessar o link no navegador (eu prefiro), clique aqui

Orçamento

O Chile é bem caro, tá? Bem caro meeeesmo. Mais caro que Montevidéu. Mais caro que Rio e São Paulo. Eu diria mais caro até que Paris. Minhas refeições em Paris eram mais baratas que as do Chile. Duvido você fazer uma refeição mediana com menos de 30 reais lá. E olha que não fui em nenhum restaurante mais visado, chique ou famoso.

Comi mal e paguei uma fortuna por isso. Particularmente achei a comida chilena bem insossa. A culinária é baseada especialmente em frutos do mar (que não sou tão fã, admito). E com relação a carne, comemos melhores carnes aqui que lá pagando bem menos.

Levei 500 reais para gastar lá e foi pouco (gente, para 3 dias!!!! Foi pouco!). Faltou dinheiro de verdade. O dinheiro voou da minha mão. Quando vi já estava zerada. No primeiro dia eu só almocei (a noite comi a pizza mais barata que pude encontrar), no segundo eu só jantei (almocei biscoitos que tinha comprado no brasil) e no terceiro não fiz nenhum dos dois (lanchei fast food no almoço e na janta).

Enfim, nem fazer 1 refeição por dia ajudou a baratear a viagem. Pra ir do hotel até o aeroporto eu peguei Uber porque não tinha dinheiro para outras alternativas.

Transporte

Dentro de Santiago fiz absolutamente tudo de metrô. Que é bem cheio nos dias de semana. Cheio do tipo lotado. Você olha e pensa “caramba, não tem espaço para eu entrar”. Aí você espera o próximo trem e ele vem igual. Aí você se dá conta que é igual aqui no Rio de Janeiro, tem entrar na marra.

Mas em legítima defesa do metrô de Santiago, a rede é bem interligada. O metrô lá tem 3 tipos de tarifa, o que isso quer dizer? Que pegar o metrô na hora do rush é mais caro que pegar na hora normal ou na hora que ninguém quer. Leve daqui o mapa da rede junto com você! No metrô eles, estranhamente, não tem para dar.

Pros deslocamentos aeroporto-hotel já contei acima como fiz. Sobre o deslocamento para estação de Ski, tenho um post dedicado só pra falar disso. Pra vinícola fui até onde dava de metrô e depois suei para encontrar um táxi para completar o caminho (foi muito estressante, quase chorei e perdi a hora do tour). Então a dica que eu daria é se planeje a priori sobre transporte completo para visitar uma vinícola. Pra voltar da vinícola fui a um ponto de táxi próximo e rachei uma corrida com um casal de brasileiros até a estação de metrô. Pro bate e volta fui de ônibus.

Nos próximos posts vou detalhar sobre as coisas que vi e conheci e o que achei delas (e como de praxe vou falar sobre o que deixei de ver também).

Deixo vocês com meu vídeo, arrumando a mala, mostro pra vocês tudo que levei para encarar a neve pela primeira vez e deu certo, fiquei bem aquecidinha, não passei perrengue.

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