Aldeia das Águas – parque aquático no interior do RJ

O Aldeia das Águas é um complexo de Lazer que conta com um parque aquático situado em Barra do Piraí, as margens da rodovia BR 393, a cerca de 150 km de distância da capital do Rio de Janeiro.

parque das aguas
A propriedade por lá é imensa. Lago dos pedalinhos com os hotéis no fundo.

Vocês sabem que eu já estive no Beach Park e depois disso acho que não é qualquer parque aquático que vai me impressionar. A comparação é injusta, mas foi um pouco inevitável. Sendo assim eu já fui esperando muito pouco, até porque pela pesquisa que fiz, já sabia que lá teria poucos brinquedos. Então por estar com poucas expectativas, me diverti bastante.

Mas a impressão geral que tenho sobre o parque é que ele foi projetado para crianças pequenas. As áreas de lazer infantil dominam o parque. Atrações aquáticas que os adolescentes e adultos aproveitam bem são umas 3 ou 4. Já os playgrounds infantis estão localizados em áreas centrais do parque.

Além disso o parque conta com inúmeras piscinas. Muitas mesmo, o site deles diz 17. Dentre as quais aparentemente só uma possui aquecimento (Se não me engano, a Araguaia – sim, as piscinas tem nomes indígenas). Há piscinas esportivas também, pra jogar basquete e vôlei aquático, por exemplo. Fora as atrações aquáticas, o complexo conta com campo de futebol society, lago pra pesca, fazendinha pra visitar, local reservado arvorismo, escalada, pedalinhos, dentre outras coisas.

piscina
Uma dentre as várias pisicnas do parque, só pra mim de tão vazio que o parque estava.

Como chegar

Desconheço outros meios de se chegar lá a não ser de carro. Saindo do Rio de Janeiro, pegue a Rodovia Presidente Dutra, passe pelo centro Piraí, vá até Barra do Piraí e pegue a BR 393. Do momento que sair da Dutra até chegar a BR 393, pode ficar bem confuso, sugiro que mantenha o Google Maps por perto.

Hospedagem

Me hospedei dentro do próprio complexo, onde existem dois hoteis: o Quartier das Águas e o Village das Águas. Fiquei no segundo, experiência que conto melhor no próximo post. As opções de hospedagem na região são poucas.

Preço

Como me hospedei lá, o valor do ingresso ao parque já estava incluso. Mas pelo que pesquisei, o valor gira em torno de 100 e poucos reais, comporta meia entrada e crianças até 6 anos não pagam. Vale a pena observar também que frequentemente tem promoção dos ingressos em sites de compras coletivas como no Peixe Urbano.

Principais Atrações

Yuppie

É uma rampa onde você desliza com uma boia.

yuppie

Piscina de Ondas

A piscina de ondas passa a maior parte do tempo desligada. As ondas tem horário pra começar. Quando estive lá eram 4 vezes ao dia por 30 minutos. Não consegui pegar um momento em que ela estivesse ligada.

Rio Corrente

O rio corrente é uma piscina com correnteza que circunda parte do parque. Neste brinquedo foi o momento em que mais senti falta de uma boia e decidi comprar uma. Tinha umas pranchas disponíveis nas quais você até consegue sentar ou se debruçar.

rio corrente
O Rio Corrente ao fundo

Tirolesa

A tirolesa exige que você tenha no mínimo 50 kg e no máximo 100 kg (havia uma balança para pesar as pessoas). Ela liga duas partes do parque: as partes das piscinas (mais próxima dos hotéis) e a parte dos brinquedos (onde se concentram as atrações aquáticas). Seria um ótimo meio de locomoção se não fossem a fila e o tempo de espera. É uma tirolesa bem confortável, você vai sentado como num balanço ao invés de pendurado. É bem tranquila, sem quedas, sem muita velocidade. Não me parece muito diferente de andar de teleférico, o incrível neste brinquedo está na vista aérea que ele proporciona.

Kilimanjaro

É a grande atração do parque. É um toboágua de aproximadamente 50 metros de altura, alcançando uma velocidade de 100 km/h a uma inclinação de 60º.

kilimanjaro
Rio Corrente na frente, Kilimanjaro ao fundo e Side Winder no canto esquerdo.

Snakeland

Se tratam de 3 toboáguas em formato de cobra.

snakeland

Side Winder

É o pior/melhor brinquedo do parque. Eu achei que fosse ser um brinquedo moderado, mas quando chegou bem próximo, vi que não era tão tranquilo, a queda é bastante acentuada. É o brinquedo mais emocionante do parque. Dentre todas as pessoas com quem tive oportunidade de conversar e tinham ido aos 2 brinquedos (nesse e no Kilimanjaro), disseram que este é mais eletrizante.

side winder
Se trata de uma rampa na qual você fica indo e vindo em uma boia dupla, até a perder o movimento.

totó gigante
Há diversas outras atividades menores, porém interessantes. Eu achei muito engraçado esse pebolim humano gigante

Sugestões de melhorias

Há muitas coisas que eu poderia criticar no parque, mas ao invés disso vou tentar ser um pouco mais construtiva:

    • Informações sobre localização: O parque poderia ser melhor sinalizado, mais de uma vez fiquei perdida procurando algo específico. E acho que poderiam distribuir mapas, não achei possível ter uma visão geral do parque, das atrações e suas localizações. Teve coisa que eu só soube que existia, por acaso, no fim da estadia.
    • Disposição de boias de uso livre. Não é possível você pegar uma boia e curtir uma piscina, porque simplesmente não tem. Há apenas as boias para serem utilizadas nos brinquedos e uma loja para comprar boias infantis (onde comprei uma boia-macarrão, inclusive). Essa ausência de boias me surpreendeu negativamente.
    • Organização, de modo geral. O funcionamento do parque é muito confuso. Aparentemente as atrações fecham para almoçar, o que não considero justo com o pagante. Todas as atrações deveriam funcionar integralmente enquanto o parque mantem-se aberto. As informações sobre horários de funcionamento das atrações também não ficam muito claras (podiam colocar também no mapinha que já sugeri criar).

horarios
Horários de funcionamento. Preste bastante atenção neles para tirar o máximo de proveito do parque

  • Talvez esse problema seja decorrente de uma outra coisa que observei: pouco staff. O parque conta com poucos funcionários. Acredito que em dias de intenso movimento isso seja um prato cheio para inúmeras situações desagradáveis. E também não achei muito seguro que um parque tão destinado a crianças tenha tão poucos funcionários monitorando.
  • Essa eu sei que é uma coisa praticamente impossível de ser melhorada, mas eu realmente acho que as piscinas ao final dos toboáguas rasas demais, o que fez com que eu me machucasse em 2 brinquedos (No Yuppie e no Snakeland). Pelo menos vou poder resenhar o atendimento na enfermaria pra vocês, que foi ótimo. Profissionais muito atenciosas e cuidadosas. Trabalho muito bem feito.
  • É uma crítica menor, mas acho que vale a pena rever a proibição de acessórios. O parque conta com guarda volumes, mas pra quem tá hospedado no complexo simplesmente não faz sentido. No Beach Park eu fui em todos os brinquedos, que são mais emocionantes, com meus óculos escuros e com o celular com capinha a prova de água pendurado no pescoço. Ser impedida de usar alguns brinquedos portando os mesmos acessórios me deixou incomodada.

Dica extra: Fuja na alta temporada. Fui no feriado de Tiradentes. O tempo não estava muito bom, o parque e o hotel estavam um tanto vazios, mas li relatos de experiência com parque cheio e são bem ruins.

Enfim, gente, me diverti demais, é um parque com baita potencial, mas precisa de investimento.

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