Buenos Aires parte II: Coisas para não se fazer

Como vocês podem ver, na viagem a Buenos Aires não teve muita sofrência. É porque era – não sei se continua sendo – uma viagem muito barata para nós brasileiros. Fui durante uma das crises deles. Então foi bastante confortável. Então só posso falar de pequenas decepções (e dos problemas com  o idioma).


Na primeira foto sou eu desfilando minha carioquisse de calça e hawaianas pela margem do rio próximo ao Caminito. Na outra, com minha escultura metálica favorita no mundo: A Floralis Generica. A terceira é um trecho do Caminito, no bairro de La Boca, lindinho, todo coloridinho. A última é a Casa Rosada ficando mais rosa a medida em que escurece. 


Na época em que ainda não tinha uma Havanna em cada esquina no Brasil, o jeito era fazer estoque de alfajor e algumas comprinhas que fiz na Farmacity

Decepção número 1: O jardim botânico. Gente, corta isso da sua lista! Se quiser fazer algo no estilo, prefira o jardim japonês. Caraca, pra quem já foi no Jardim Botanico do Rio de Janeiro e de Curitiba, o de Buenos Aires não passa de um parque feinho. Complemente dispensável.


Sem graça que doi, coitado.

Outra decepção foi no cemitério de Recoleta. Pode soar louco visitar um cemitério, mas este é super turístico e muito visitado. Os túmulos e as lápides são muito ostentação. Tá mais pra um, sei lá, museu de tumbas de luxo do que para um cemitério. Não que eu conheça muita gente que tenha sido enterrado lá, então fui mais pra ver o túmulo o túmulo de Evita Perón e o resto foi bônus. Era cada coisa assim que você fica tipo “por que que gasta tudo isso numa pessoa que já morreu?”. E eu ficando ansiosa pensando “Imagina o da Eva!!!”. Quando finalmente cheguei lá. Caraca, que brochante, uma parada super simples. Quando eu voltei ao Brasil me explicaram:
– Ela era uma mulher do povo, nem era tão rica quanto o resto da galera que está lá.
Ah tá. Pelo menos ela recebe flores até hoje, incrível mesmo depois de tantos anos de falecida.

tumulo de eva peron
Túmulo da Eva

As vezes me dá a louca assim, quando a viagem tá chegando no final e eu gastei menos do que tinha planejado ao invés de destrocar e trazer a grana de volta, penso “Ah dane-se meu voo de volta já ta garantido, esse é um dinheiro que ja tava destinado a ser gasto mesmo, vamo que vamo”. Nessa vibe eu fui ao Cabaña las Lilas que parece ser um restaurante de luxo de Buenos Aires, dizem as mil maravilhas, mas caro que só também. Lá comi o tal do Kobe Bife, que é ostenta o título de melhor e mais cara do mundo. Fali. Voltei sem meio peso. Ainda bem que não passei por nenhuma emergência. E o problema com isso? É que eu passei os 5 dias inteiros da viagem comendo papas fritas, porque não sabia pedir outra coisa e eu sou um pouquinho fresca para comer, assim de leve. Para evitar de pedir um acompanhamento, não gostar, não comer, ficar com fome e ainda ter pagar, ia nas papas fritas que eram certas. Até porque numa dessas eu pedi arroz em Buenos Aires (já estava ficando com saudades do arroz) e foi o pior arroz que já comi na minha vida (e olha que o restaurante era bonzinho). Achei seco, sujo, iecati, sei lá, horrível, não me agradou não. Pense duas vezes antes de pedir arroz como acompanhamento. Vai nas papas fritas ou numa saladinha mesmo que é mais garantido.

Bom gente, por falar em carne, comida, etc, trago o vídeo abaixo pra vocês com algumas diquinhas que eu acho úteis e que eu não encontrei tão facilmente antes de fazer a tal da viagem. Nele mostro como reconhecer notas verdadeiras de pesos argentinos, alguns cortes da carne bovina argentina e táxi oficial

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