Meu jeito viajante de ser…

Pra vocês me conhecerem melhor, vou tentar traçar meu perfil de viajante de ser, que eu considero algo intermediário entre mochileira e econômica. Gosto de mais mordomias que um mochileiro e gastar menos uma pessoa econômica. Esse post também é para guiar quem vai ler os posts: por exemplo, se você gosta de hotéis acima de 3 estrelas, ignore minhas recomendações de hotel.

1 – Diurna, mas nem tanto

Pra mim o dia só amanhece depois que a hora tem 2 dígitos, ou seja, se tiver que sair muito antes das 10 da manhã, não conte comigo. Você gosta de ser acordado as 3 da manhã pra fazer começar a fazer alguma coisa? Pra mim 8 da manhã ainda é madrugada. Gosto de acordar 9, sair 9:30 e começar às 10. Topo pular da cama muito antes só quando tô fazendo viagens ultra-curtas (quase sempre) para dar tempo de fazer o máximo de coisas que eu gostaria de fazer. Por isso evito viagens ao inverno, preciso que os dias sejam longos para caber tudinho.

2 – Hotel é para dormir

A única coisa que eu espero de um hotel é um canto limpo e razoavelmente confortável pra poder dormir, só. Hotel é para dormir, pelo menos pra mim. Por isso gosto muito do ibis. É padrão. É sem surpresas. É igual no mundo todo. E é econômico. Sempre que vou viajar, o primeiro hotel que eu olho é o Ibis. A diária do Ibis dividida por 2 acho tranquila, agora sozinha é outra história… Se acabo ficando em outro é porque alguém me indicou algo que gostou e eu achei o custo x benefício melhor, que foi o caso de Montevidéu.
Várias vezes eu vejo pessoas esculachando Ibis em que eu já fiquei na internet e não entendo, fico me perguntando “o que é que as pessoas esperam de um hotel?”. E ultimamente venho ganhado gosto pelos aparts, uma mini-cozinha equipada, facilita e barateia a vida.

3 – “Se você não foi a X, você não conheceu Y”

Existem essas pessoas enjoadas que chamo de fiscais de viagem alheia que acham que você tem que bater cartão em todos os pontos turísticos. Que você tem que fazer o mesmo roteiro que todo mundo, se não é como se você não tivesse ido, como se não tivesse valido a pena.

E se você se deixa levar, cai na pilha e acaba fazendo um monte de coisas que não tinha vontade de verdade. Pode parando! A gente não “tem que” nada. Se quiser ir pra Argentina e nem chegar perto da casa Rosada, acredite, está tudo bem. Se quiser ir pra Paris e não quiser nem olhar pra cara do Louvre, tá valendo, de verdade. E te garanto que não é isso que vai tornar sua viagem menos prazerosa. Faça o que tiver realmente vontade. Não vale a pena ceder a esse tipo de pressões

lucaswaffle
Seja autêntico assim: se um waflle com nutella te faz mais feliz que ver a torre eiffel pela primeira vez, não pense duas vezes em ignorar a Torre Eiffel

4 – Viagens curtas

Acho uma semana muito pra 99% dos destinos. Primeiro pela pão durice, quanto menos tempo eu ficar mais eu economizo e mais perto vou estar da próxima viagem. Segundo porque acho muito de verdade.A não ser que você tenha um ritmo naturalmente mais lento, 7 dias é demais pra maioria das cidades.

Só fiquei 7 dias em 2 cidades até hoje: Curitiba, por falta de opção e Paris porque é grande pra diacho mesmo (se contar os dias em que não fiquei na cidade, fazendo bate e volta, cai pra 5). Meu tempo de viagem ideal tem entre 4 e 5 dias. Eu amo ir, mas também adoro voltar. Mais que isso começo a ficar enjoada do lugar, sentir vontade de voltar pro meu arroz e feijão e saudades da minha caminha.

5 – Vivência local

Apesar das viagens serem curtas, tento me aproximar o máximo da cultura local e por isso, eu não deixo de ir a: supermercados. Gente, me sinto retardada dizendo isso. Mas não tem cidade em que eu não vá a supermercados. Quero ver o que as pessoas compram, comem e bebem. O que é que se vende. Comércios locais em geral, farmácia, horti fruit, adoro. Deixem eu ser retardada e feliz haha

6 – Econômica, mas nem tanto

Eu me considero econômica. Geralmente, com o que vejo meus amigos gastando em uma viagem eu faria 2 ou 3 muito fácil. Mas tem coisas que não abro mão: um mínimo de conforto. Por isso gosto do Ibis: cama satisfatória + limpeza + regulação de temperatura + chuveiro com água quente. Ter uma experiência gastronômica diferenciada é algo que curto também. Gente, amo comer e pelo menos 1 dia me concedo ao luxo de comer muito bem. Nos outros dias, peço uma pizza e vou comendo a pizza requentada mesmo.

7 – Faça você mesmo

Eu sou muito do tipo faça você mesma. Quase nunca faço visita/passeio guiado. Mesmo quando tem a opção de comprar um auto-guia, não compro! Sou muito freestyle. Faz parte da minha filosofia de vida, não pago pra que façam por mim algo que posso fazer sozinha (Nunca faço as unhas no salão, escova com cabeleireira só em festividades muito especiais, sobrancelhas jamais). Se estou indo para uma cidade com uma história muito rica, prefiro eu mesma estudar a história antes de ir que pagar por tour lá. Tenho um pouco dessa marra de querer ser auto-suficiente, algumas vezes isso é um defeito, vamos ver se consigo me superar com o tempo.

8 – “Curso para camelo”

Eu caminho e caminho muito. Desconheço o conceito de viajar pra descansar. Me canso muito em viagens. Gosto de reservar uns 2 ou 3 dias no final das férias para recarregar (mas nem sempre é possível, às vezes saio do avião direto pro trabalho).

Gosto de bater perna, de ver as coisas, fazer tudo a pé. Quase nunca faço city tours (esses ônibus que te levam em vários pontos turísticos e que as vezes até tem bom custo x benefício – um pouco por causa da 5 e da 9 também). Até porque city tour você não aprende a andar pela cidade e não descobre nada por si só, só vê mesmo os cartões postais.

Considero pegar um transporte público quando a distância entre um ponto e outro é maior que 2 km. Cresci ouvindo meu pai dizer “deixa para descansar quando morrer”.

9 – “Coisas para turista”

Adoro ver pontos turísticos, mas não gosto daquele restaurante que todo mundo comenta. Geralmente ele é caro, cheio e você pode substituí-lo por um restaurante igualmente bom, local, mais barato e mais vazio. Não valorizo muito coisas que foram feitas sob medida para agradar estrangeiros. Prefiro ter uma vivência um pouco mais realista.

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Encontrando a felicidade em coisas simples e momentos pequenos como em um por do Sol em Montevidéu

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