O pior hotel da vida: Curitiba

Curitiba, a capital mais fria (e talvez a mais organizada) do Brasil. Seu sistema de ônibus biarticulados super eficiente é de dar inveja a qualquer cidade do Rio de Janeiro. Tudo para ser agradável, certo? Quase…

Neste post aqui eu conto pra vocês qual foi a pior viagem que já fiz. Agora vou contar sobre o pior hotel que já fiquei (que coincidência ou não tem a ver com a mesma viagem) e mais alguns outros perrengues em Curitiba,

Viagem de Ônibus

Fui a Curitiba com uma caravana da minha faculdade sob o pretexto de ir a um congresso. Ir de Niterói a Curitiba de ônibus já é perrengue suficiente, foram cerca de 16 horas de viagem.

Eu subestimei o frio que faria na ida. Acho que durante o caminho o ônibus passa pelo Polo Sul pq fez muito frio. Foi horrível. Depois dessa viagem nunca mais fiz viagens de ônibus que durassem mais de 4 horas. Cara, eu tava só com um vestidinho preto, com uma legging por baixo e um casaco de lã que minha prima-cunhada me emprestou e disse que eu ia precisar (e precisei mesmo, imagine se não fosse esse anjo? Hipotermia certa). Mesmo assim eu passei muito frio, não consegui dormir e aparentemente não deixei ninguém dormir também. Parece que durante uns cochilos eu gritava:
– AIII QUE FRIOOO, SOCORRO! –  (e coisas do tipo, sei lá, um mix de sonambuslimo com retardo mental)


Eu de chinelinho, coitada de mim

Poucos de nós conseguiu dormir na ida, de tal modo que chegamos lá muito cansados, alguns passando mal, com estômago embrulhado (eu inclusa), foi uma viagem péssima. Mas mesmo assim fomos almoçar (este foi o lendário e memorável dia em que eu e meu namorado – que na época era amigo – dividimos um prato de comida pequeno e ainda sobrou comida), nos familiarizar com a cidade e então voltamos ao hotel até que:
– pera, minha mala não abre

Mala com cadeado embutido (detesto até hoje)

Era minha primeira mala, bem vagabundinha sabe, era de tecido e tinha cadeado embutido. Maluco, sei lá o que aconteceu na viagem, mas minha mala não abria. Eu botava a combinação e nada. Eu tinha testado a combinação várias vezes em casa, poxa! E o desespero? Minhas coisas tavam presas!!! 1000 possibilidades diferentes! Liguei pra minha mãe, pensei em comprar um alicate, pensei em rasgar a mala até que pra minha sorte eu tentei a mesma combinação + 1 unidade e abriu! Ou seja, sei lá o que aconteceu com a mala durante a viagem que um dos números da combinação dela era que eu tinha posto passou pro número de cima. Era como se eu tivesse posto 888 e a combinação passasse a ser 889. Depois disso eu peguei desgosto e vendi a mala (a marca começa com bati e termina aki, pra bom entendedor…).
Conclusão: Nunca mais usei cadeado embutido de mala nenhuma.

O hotel chinês:

O hotel que a gente ia ficar a priori tinha sido escolhido pela galera do diretório acadêmico, sei lá o que eles levaram em consideração na hora de escolher, provavelmente preço. O hotel, assim, era meio bosta (meio porque estou sendo generosa). No meu quarto até que não tinha problema não, mas no quarto do resto da galera, caraca era chuveiro com defeito que não esquentava (e com esse pretexto algumas pessoas aí bem ficaram sem tomar banho), era box que alagava tudo, show de horrores. Tava quase todo mundo insatisfeito, menos a galera do DA mesmo, que tava sem problemas também.

O lance comigo é que pra mim, São Gonçalense, acostumada com o calor de Alcântara, o inverno de Curitiba é insuportável. Beleza, exagerei, mas frio me dava muita cólica. Não sei o que acontece, acho que meu útero se contrai e o hotel não tinha aquecedor, nem nada assim que eu pudesse controlar a temperatura. E pra tirar a roupa pra entrar no chuveiro? Caraca, tortura! Eu ligava o chuveiro no quente, trancava o banheiro, ficava lá ó desperdiçando água, totalmente desecológica e ambientalmente incorreta, e só entrava quando o banheiro estava aquecido com o vapor quente.

Pra dormir passava o secador de cabelo na roupa de cama para aquecê-la, para não sentir cólica. Enfim, a insatisfação se agravou e se tornou insustentável, começou a guerra!

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Pelo menos a vista do por do Sol era bonitinha…

Mentira, a galera decidiu migrar pra outro hotel, o mesmo que outra parte da galera tinha escolhido se hospedar. As minhas amigas que dividiram quarto comigo que foram lá olhar, eu tava morta, só disse:
– Vejam e decidam, o que vocês decidirem, por mim tá decidido!

Apesar da gente não estar com nenhum defeito no quarto, preferimos ficar no mesmo hotel que a maioria, para facilitar os passeios, as saídas. A galera topou! (menos o povo do DA)
– Não vamos nos mudar, porque o quarto de VOCÊS tão com problema.

Justo. Mas e aí como lidar com o hotel anterior? Meu futuro namorado falou pra gente fazer, acontecer e não sei o quê, mas no final, ao irem falar com o cara do hotel, dizem que ele foi super humilde, reconheceu e pediu desculpas, tocou o coração da galera, quase rolou uma lágrima e ficou tudo numa boa. Nessa viagem eu não decidi nada, não planejei nada, apenas fui. Nos mudamos pro Formule 1 que estava virando Ibis Budget. Cara, pra gente aquilo era puro luxo considerando o hotel do qual a gente tava saindo (E olha que o Ibis já é simples e o budget então é o mais fraquinho de todos, sente o nível). Só de ter aquecedor já me ganhou.

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A criança super feliz no Ibis Budget/Formule 1

Bom a viagem de volta foi bem mais tranquila, foi um pouco mais rápida, talvez umas 14 horas. Eu vim dormindo aquecida o caminho inteiro. Meus amigos contam q eu tomei um remédio lá que estavam distribuindo e por isso dormi, não duvido, porque dormi muito e muito bem, mas realmente não lembro de ter tomado nada não. Me deram um sossega leão e a viagem foi uma paz.

bloggeira na opera de arama
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praca eufrasio correa
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