O que fazer em Veneza – Roteiro de 3 dias

Veneza foi a cidade que eu mais gostei de ter conhecido em toda essa viagem. É mesmo uma cidade muito especial.

Eu estava previamente ciente que encontraria uma cidade cheia, afinal Veneza é uma daquelas cidades que foram tomadas pelo turismo mundial e os venezianos que se virem para viver nela com os transtornos que isso causa. Eu já sabia que os pontos turísticos de lá seriam uma super aglomeração de turistas.

Mas sinceramente? Nada disso me perturbou. Se eu quisesse isolamento não teria ido justamente pra Itália. Na verdade eu amei! Achei Veneza super alto astral, cheia de vida. Uma vibração que realmente me encantou. A ausência de automóveis também transmite certa paz. Eu não usei nenhum roteiro e nem acho que você precise de um. Mais até mesmo do que Paris, o bom mesmo de Veneza é flanar.

Segundo o Priberam: flanar (do francês flâner), v.i. Passear sem destino e sem pressa, por mera distração. E é exatamente isso que eu acho que você deveria fazer. Saia do hotel/hostel/airbnb sem rumo, se perca pelas vielas de Veneza (e são muitas), descubra comércios locais e lojinhas legais e vá se deparando com os pontos turísticos por mero acaso.

batata frita com queijoTente não engordar nos perdidos em Veneza

Mas se você faz questão de se organizar para ticar os pontos mais turísticos de Veneza da sua listinha, lá vamos nós: O coração do turismo em Veneza se concentra às margens do Canal Grande, na praça de San Marco a qual dizem que Napoleão chamou de “salão mais belo da Europa”. Lá encontramos em arquitetura bizantina, a Basílica de San Marco. Ela é composta por mosaicos, é um trabalho impressionante, pois parece pintura. A vista aérea também é interessante.

blogueira na basílica san marco veneza

Basílica di San Marco
piazza di san marco vista da basílica

Piazza di San Marco vista da Basílica. Napoleão tinha ou não razão? Palácio Ducal à esquerda.

Lá se encontra também, no estilo gótico veneziano, o Palácio Ducal, que serviu de sede administrativa e política, além de prisão (onde o aventureiro Casanova esteve preso e conseguiu fugir numa fuga improvável). Próximo, vemos a ponte do Suspiro que nada tem a ver com romantismo, seu nome é esse porque é a última vista dos presos a caminho das masmorras, das quais dificilmente saiam com vida. Na praça, há também a Torre do Relógio que além das horas, marcam fases da lua.

Nessa região há diversos museus. O museu Correr que além dos belos salões e aposentos da famosa imperatriz Sissi, abriga um acervo que mostra a história e o cotidiano de Veneza, dentre outras coisas. O Museu Arqueológico Nacional, com suas esculturas gregas, moedas, pedras preciosas, bronze e cerâmicas, além de antiguidades Egípcias, Assírias e Babilônicas. Por lá também se encontra a Biblioteca Nazionale Marciana, uma das maiores de Itália, abrigando uma coleção valiosa de manuscritos.

Outro ponto tido como parada obrigatória em Veneza é a Ponte Di Rialto, se trata da ponte mais famosa e a mais antiga sobre o Grande Canal, mantendo seu estilo arquitetônico. Arranjar um lugar aqui é disputado, é um dos pontos turísticos mais cheios. Mas a vista é bela, tanto a vista a partir dela como a que se obtém dela nas margens do canal. O passeio de gôndola pelos canais também é tido como imperdível, mas eu dispensei pelo preço.

blogueira em rialto

Ponte Di Rialto

Reservei um dia para atravessar a Ponte da Constituição e conhecer o outro lado de Veneza, o lado que fica na outra margem do Grande Canal. A ponte é a quarta e mais nova sobre o Grande Canal. Detestada pelos venezianos pela arquitetura moderna destoante do resto da cidade e pelos rumores de corrupção envolvidos na sua construção.

Neste mesmo dia, finalmente peguei o Vaporeto, que é o ônibus aquático de Veneza, parei na estação Academia para ver a Galeria da Academia, museu com obras venezianas de diversos séculos. Lá se encontra o Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, apesar de raramento exposto para fins de preservação. Seguindo temos Coleção de Peggy Guggenheim e seu acervo de obras do século XX, abrangendo diversos movimentos artísticos e contemplando artistas modernos como Salvador Dalí, Pablo Picasso. Algumas coisa na casa se conservaram desde a época que a Peggy viveu ali, cuja história, inclusive, é bem interessante. Continue em direção a Basílica de Santa Maria della Salute e termine este passeio na extrema ponta sul da ilha, sente e desfrute, se estiver próximo do por do Sol, melhor ainda.

Alerta doenças respiratórias: Com tantos canais, Veneza é muito úmida e portanto há muito mofo. Então se você como eu tem rinite, sinusite ou outras, pense numa estratégia de sobrevivência.

Extras:

Pra finalizar, devo dizer que muita gente visita Murano, arquipélago famoso pelos vidros de Murano (eu não fui). Para uma vista de 360º de Veneza e suas ilhas, vale a pena ir até a Basílica San Giorgio Maggiore. O Palácio Ca’ Rezzonico também é bastante visitado.

Veneza

Não houve um dia sequer em Veneza que eu não apreciasse e me chocasse com as construções literalmente dentro d’água




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