Palácio de Versalhes

O palácio de Versalhes um dos maiores e mais imponentes do mundo, é um tem-que-ir da França. De antiga casa de caça do rei Luis XIII passou a ser residência real de Luis XIV, maior símbolo do absolutismo. É uma visita que eu amei fazer. Lá é lindo demais. Eu fico brincando que é o rei Luis do Camarote porque é ostentação demais.

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Esse é o portão de entrada…

É muito bacana imaginar as pessoas que viveram ali e como viveram. E os jardins? Uma das coisas mais bonitas que meus olhos já viram. É um passeio que eu considero imperdível e se eu for a França de novo, visito de novo! É um passeio para dia inteiro.

Palácio de Versalhes
Passado o portão, chegamos a essa “varanda”

O lado nada glamouroso é pensar que eles viviam uma vida regada a luxos as custas de um povo quase miserável. Pra mim foi bem legal estar no lugar onde vivera caras que eu ouvia falar nas aulas de história. Autores de frases eternizadas como “O estado sou eu”. Dizem que a escolha de Versalhes para residência real estava relacionada com fugir da superpovoação, míseria, doenças e pressões de Paris, sem estar tão longe assim.

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Os cômodos são todos assim, cheios de luxo, todos trabalhados nos detalhes

Sobre como chegar: O palácio fica a cerca de 40 min de trem da cidade. Para chegar lá você pega o trem regional C (cor amarela) na direção do Palácio de Versalhes e desce na estação Versailles Château Rive Gauche, chegando lá é só seguir o fluxo da multidão porque todo mundo que desceu com você também vai estar indo pra lá. O palácio é bem pertinho da estação, não dá pra se perder.

Você pode acabar se perdendo tomando o trem, porque a linha C bifurca em várias linhas, você tem de pegar a C5 e como você tá indo mais longe, o bilhete custa mais caro. Sobre ingresso, eu não comprei, entrei com meu Paris Museum Pass, você corta parte da fila, mas mesmo assim tem fila. Aparentemente tem audioguia em português já incluso no valor do ingresso, eu não peguei, me guiei lendo as plaquinhas informativas, mas pega sim, é “de graça”! Muita gente recomenda que visite-se primeiro os jardins e depois os palácios (especialmente por causa da quantidade de gente). Eu fiz o palácio primeiro e os jardins depois. O tempo fica apertado. Preferi vê o palácio todo e cortar coisas dos jardins do que o contrário, mas cada um no seu cada um.

O passeio em si foi bem cansativo, porque a propriedade é muito grande

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Propriedade vista de cima com Google Earth. Sentiu o tamanho né?

Além de ter visto tudo que tinha direito dentro do palácio, quando terminei ainda tinha os jardins mais bonitos que já vi na vida para explorar e os domínios de Maria Antonieta (Petit Trianon) que é onde ela podia se refugiar de todas as pompas da vida na corte e ter um pouco privacidade. Dizem que ela era servida por nobres inferiores, pois não permitia plebeus em sua área mais íntima. Nem o rei podia andar por lá livremente… eita bichinha tinhosa. Isso, sem contar o Grand Trianon.

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Parte dos jardins. Visto de cima, pode-se observar essas figuras legais. Tudo muito simétrico

O grande lance dos Trianon é que o Grand foi construído por Luis XIV para fugir do formalismo do palácio principal, onde vivia toda a corte. O Petit foi construído pelo rei Luis XV para sua amante e posteriormente veio a ser da Rainha Maria Antonieta.


Quarto no Grand Trianon. O dourado é regra. Mas o vermelho combinado com ele é bem comum também (me senti na Grifinória)


Jardim no Grand Trianon


Quarto no Petit Trianon

Depois que visitei o palácio, fiquei passeando pelos jardins. Fiquei tão cansada que não sabia se queria sair batendo mais perna ou não. Quase me joguei ali nos matinhos e dormi ali mesmo. Pra quem não tem senso de direção, os jardins viram um labirinto muito facilmente.

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Quero ver dizer que o negócio não é meio labiríntico

Mas tirei forças sei lá da onde e levantei. Saindo do castelo e adentrado os jardins, tinha uns carrinhos tipo de golf para alugar e passear pela propriedade, fiquei muito triste porque eu não tinha a idade mínima para o aluguel. Me restou contratar um serviço de “trenzinho” que vai parando e te deixando nos pontos e depois te busca neles de novo. E foi assim que eu conheci o Grand e o Petit Trianon. Se tiver com (muita) disposição pode ir a pé também.

Eu disse que gostaria de ir uma segunda vez para ver algumas coisas com mais calma e até apreciar coisas que deixei passar despercebidamente na primeira. A dica que eu teria para dar sobre a visitação ao Palácio é estudar o palácio antes de ir. Isso mesmo, para melhor planejar a visita. Para fazer uma visita bem proveitosa acho que uma boa é conhecer bem palácio através da internet e escolher o que se quer ver, o que é prioridade, sacar as distância, etc. Melhor do que chegar lá e ficar igual uma barata tonta. Não é todo dia que se vai a França, eu acho.

Desculpa a baixa qualidade das imagens só levei meu pobre celular comigo. Beijinhos.

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